sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

MONITORAMENTO DE PRESSÃO VENOSA CENTRAL (PVC) UTILIZANDO COLUNA DE ÁGUA

 

Equipe da REC Santa Casa de Vitória - ES: Prof. Michel Assbu, Prof. Álvaro Armando de Moraes, Profa Maria das Graças Mattede e Enfermeira Georgea H. Santos.

Definição:

A PVC é a mensuração da pressão atrial direita ou da pressão dos grandes vasos venosos dentro do tórax, por exemplo, da veia cava. Ela fornece informações a respeito de três parâmetros: volume sangüíneo, eficácia do coração como bomba e tônus vascular.

Finalidade:

>Servir como referência para a reposição hídrica.

>Monitorar as pressões no átrio direito e veias centrais.

>Nortear a terapia com drogas vasoativas para verificar principalmente a pressão arterial e o débito urinário.

Valores de Referência: acima de 18 e abaixo de 6 ( média 10 a 12)

Ilustração explicativa utilizando as Câmaras cardíacas:

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ATENÇÃO

Antes de iniciar a prática do monitoramento, fechar todas as soluções em acesso venoso,

deixar apenas a via do equipo da PVC. Retornar ao gotejamento anterior após a aferição da PVC.

Verificar se existe cateter dobrado quando não ocorrer oscilações no monitoramento ou durante a respiração do paciente diante da coluna de água.

> Valores muito baixo de PVC= Hipovolemia

> Valores muito alto= Sobrecarga Hídrica

 

EQUIPO PARA MONITORAMENTO DA PRESSÃO VENOSA CENTRAL - EA-35C - (PVC)

 

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Descrição do Equipo

Equipo para monitoramento da Pressão Venosa Central; Ponta perfurante adaptável com facilidade e segurança em qualquer tipo de frasco/ampola/bolsa, contendo protetor; Câmara de gotejamento flexível e transparente permitindo o monitoramento do fluxo da solução a ser administrada; Tubo flexível e transparente em P.V.C. de no mínimo 2,25m de comprimento; Regulador de fluxo (clamp e rolete) para controle de fluxo com segurança; 2 clamp corta fluxo; Conector 2 vias , 2 conectores luer slip universais contendo protetor; Escala graduada de 0 a 40cm para monitoramento da pressão venosa central. Embalado individualmente em Papel Grau Cirúrgico e filme termoplástico, contendo os dados impressos de identificação, código, lote, data de fabricação e validade e registro no Ministério da Saúde, conforme NBR 14041/1998.  

  1. Protetor da ponta perfurante: mantém a esterilidade da ponta perfurante e do interior do equipo.
  2. Ponta perfurante: para adaptação do equipo aos frascos, bolsas ou ampolas plásticas. Calibrado para 20 macrogotas/ml. Atendendo as especificações da NBR 14041/1998.
  3. Câmara de gotejamento flexível: em material atóxico. Permite a visualização da solução e do processo de gotejamento.
  4. Regulador de fluxo (clamp e rolete): permite controle preciso do gotejamento, sendo capaz de suportar uso contínuo sem danificar o tubo.
  5. Tubo flexível: confeccionado em PVC flexível, atóxico e transparente.
  6. Protetor do conector luer macho: mantém a esterilidade do conector luer macho e do interior do equipo.
  7. Conector luer macho: com conicidade de 6% (luer) padrão universal, de acordo com a NBR ISO 594-1/2003.
  8. Clamp corta fluxo: interrompe e reinicia o fluxo com segurança.
  9. Conector 2 vias: elo de ligação entre as vias.
  10. Escala métrica: de 40cm. 

Código:
EA-35C – Equipo para Pressão Venosa Central. Embalagem interna: embalado unitariamente em blister constituído de Papel Grau Cirúrgico e filme termoplástico. Mantendo a esterilidade do equipo até o momento do uso, desde que esteja no prazo de validade. Embalagem de transporte: caixa de papelão reforçado, contendo 150 peças.  Esterilização: a Gás Óxido de Etileno – ETO.  Validade: 24 meses, desde que a embalagem interna esteja intacta. Registro no Ministério da Saúde: ANVISA nº 80106750005

Normas:

  • NBR 14041/1998 – Equipo de infusão estéril e de uso único;
  • NBR ISO 594-1/2003 – Montagem cônica com conicidade de 6% (luer) para seringas, agulhas e outros equipamentos médicos;
  • NBR 13386/1995 – Embalagem para artigo odonto-médico-hospitalar esterilizado por óxido de etileno;
  • NBR 13849/1997 – Esterilizadores a gás de óxido de etileno puro e suas misturas;
  • NBR 5426/1985 – Plano de amostragem e procedimentos na inspeção por atributos.

 

1 PROCEDIMENTO OPERACIONAL PADRÃO PARA MONITORAR A PVC UTILIZANDO COLUNA DE ÁGUA

MATERIAL NECESSÁRIO

a) 01 Equipo de Monitorizarão de PVC

b) 01 Frasco de Solução Fisiológica de 100 ou de 250 ml

c) Fita Adesiva

d) Escala Métrica (vem com o equipo)

e) Régua de Nível

f) Marcador: caneta

 

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2 MONTAGEM DO SISTEMA DE COLUNA D'ÁGUA

MONTANDO O SISTEMA DE COLUNA D'ÁGUA: Observar desenho ao lado ( http:/www.hospivirt.org.br)

· Separar o material

· Levar até o paciente

· Fechar os demais equipos do paciente

· Aguardar.

· Conectar o equipo de monitoramento do PVC fechando o clip

· Conectar à solução fisiológica

· Retirar todo o ar do equipo (das duas vias: a longa e a curta)

· Colocar em um suporte para soluções

· Colocar o paciente em linha reta na cama reta sem travesseiros.

· Colocar a régua de nível próximo ao 5°espaço intercostal, linha axilar media.

· Encontrar a linha "zero” de referência usando a régua de nível

· Marcar no suporte de soluções, a altura encontrada que corresponde a linha "zero" e marcar com caneta.

· Fixar com fita adesiva a Escala Métrica(vem junto ao equipo),

· Começar no nº. 10 (para não perder o valor negativo).

· O Dez corresponderá ao valor zero.

· Deixar a fita completamente estendida.

· Fixar o cateter do equipo do soro junto a escala também completamente estendido.

· Manter em 10 (a cama tem ajustes de altura, podendo interferir na aferição da PVC)

· Pegar a região do equipo em que ele se divide em duas vias

· Aproximar esta região do equipo a Escala Métrica no nº. 0  

· Conectar a via mais longa no paciente

· Deixar a via curta fixada junto à Escala Métrica

Fixar de modo que fiquem juntos o prolongamento curto do equipo e a Escala Métrica.

 

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3. ENCONTRAR O VALOR DO PVC

ENCONTRANDO E REGISTRANDO O VALOR DA PVC

SEGUE-SE TODOS OS PASSOS PARA SE ENCONTRAR O VALOR "ZERO" DA PVC

 

· Abrir primeiramente o equipo

· Preencher completamente a via da coluna graduada com solução fisiológica.

· Abrir a via do paciente

· Promover a descida da solução na coluna graduada

· Observar esta descida até se obter o equilíbrio com a pressão venosa central

· Anotar o valor obtido

· Diminuir o valor obtido do valor do "zero" de referência

· Obter valor da PVC

Após aferir a PVC: O equipo do PVC deve ficar fechado e sem ar no seu interior. Fecha-se a via do paciente e abre o equipo do soro com a ponta curta aberta até que o ar saia completamente e o soro caia na lixeira. Restabelecer as infusões que estava antes da medida fazendo às devidas alterações a luz do valor do PVC. Retornar o paciente na posição anterior do procedimento. O equipo de aferição de PVC pode ser mantido até 72 h (3 dias), sendo necessário sua substituição após este tempo.

O balanço hídrico deve ser monitorado a cada 24 h em uma folha de controle hídrico, que corresponde ao volume de solução infundido nas aferições da PVC.

 

 

REFERÊNCIAS:

- GALLO, B. M.; HUDAK, C. M. Cuidados intensivos de enfermagem: uma abordagem holística. 6. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1997, p. 171-189.

- MARINI, J. J.; WHEELER, A. P. Terapia intensiva: o essencial. 2. ed. São Paulo: Manole, 1999, p. 19-40.

- Monitorização de PVC. http:/www.hospivirt.org.br/enfermagem/imagem acesso em 05 de março de 2010.

- NETTINA, S. M. Prática de enfermagem. 7. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2003, p. 310-319.

- RATTON, J.L.A. Emergências médicas e terapia intensiva. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2005, p. 32-41.

Um comentário:

  1. Muito boa a matéria;só que esqueceram de falar da PVC por monitorização.

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